Preocupado com o crescente números de drogas capazes de levar a doenças oculares, o Instituto da Visão da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) criou um departamento de Farmacovigilância Ocular. A unidade recebe notificações de efeitos colaterais de remédios nos olhos (pelo e-mail farmacovigilangiaocular@oftalmo.epm.br). Coordenado pelo médico Rubens Belfort Jr., o serviço já registrou cerca de 100 reclamações. "Muitas delas são referentes ao uso de corticóides, remédios utilizados como potentes antiinflamatórios", conta Belfort. O uso indiscriminado do produto causa catarata e glaucoma. "Ninguém deve comprar corticóide, principalmente em forma de colírio, sem receita médica", avisa o médico. Os colírios anestésicos também são perigosos. O remédio, que só deve ser usado por médicos, pode matar a córnea e levar o paciente à fila de transplante. Como muitas pessoas precisam tomar certos medicamentos para o resto da vida, a dica é fazer um acompanhamento oftalmológico constante. "E, claro, não se automedicar."
