Catarata na infância:prevenção de problemas oculares começa na gravidez

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A causa mais comum para o aparecimento da catarata é mesmo a senilidade, ou seja, o envelhecimento, mas existem crianças que já nascem com a doença.
Mães que durante a gravidez, especialmente no primeiro trimestre de gestação, tiveram rubéola, toxoplasmose, infecções intrauterinas, citomegalovírus e sífilis podem passar a infecção para o feto e a criança pode nascer com problemas oftalmológicos, como a catarata. “O diagnóstico acurado e precoce é a chave para evitar complicações irreversíveis”, afirma o oftalmologista Virgilio Centurion, diretor-clínico do IMO, Instituto de Moléstias Oculares.
Mundialmente, a catarata congênita tem uma incidência de 0,4% ou 1 caso para cada 250 neonatos. Nos Estados Unidos, epidemiologistas estudaram a prevalência da catarata congênita, chegando a um resultado de 3,0 a 4,5 casos por 10.000 nascidos vivos. No Brasil, esse tipo de catarata é uma das causas mais freqüentes de cegueira na infância, respondendo por uma incidência de 5,5 a 12%. “Por ser uma causa comprovada de cegueira infantil e por requerer diagnóstico precoce e tratamento cirúrgico imediato, a catarata congênita merece a atenção dos profissionais de saúde envolvidos no momento do nascimento do bebê”, diz Centurion.
O principal sintoma da catarata congênita, bem como o de qualquer tipo de catarata, é a perda progressiva da acuidade visual podendo chegar à cegueira total, por evolução na opacificação do cristalino. Entretanto, as conseqüências da doença nas crianças são mais complexas, caso a doença não seja tratada precocemente. “A principal alteração na visão infantil é a ambliopia, uma lesão irreversível decorrente da não-maturação sensorial das vias ópticas por falta de estímulo luminoso adequado. Outro sintoma que pode ocorrer pelo inadequado estímulo luminoso é o nistagmo, movimento oscilatório e/ou rotatório do globo ocular”, alerta o médico.
Para diagnosticar corretamente a catarata congênita é essencial que se faça um histórico da doença materna durante a gravidez (toxoplasmose, rubéola, sífilis e citomegalovirose), uso de drogas durante a gestação e historia familiar de catarata. Feito isso, inicia-se o exame da criança que deve consistir na biomicroscopia do segmento anterior. Outros exames oftalmológicos complementares também podem ser feitos: a oftalmoscopia indireta para avaliação do disco óptico e de possíveis alterações retinianas, a medida da pressão intra-ocular e a ultra-sonografia para diagnóstico diferencial. “É necessário uma junção de esforços de neonatologistas e oftalmologistas para que seja feita a triagem correta desses pacientes, visto que, na maioria das vezes, o diagnóstico da catarata congênita é feito tarde demais”, diz o oftalmologista Virgilio Centurion.

Tratamento
O tratamento da catarata congênita deve ser o mais precoce possível e dependerá de diversos fatores: localização e intensidade da opacificação; grau de deficiência visual ocasionado; alterações oculares associadas e a idade da criança. “O tratamento de cataratas parciais que dificultam pouco a visão do paciente pode ser realizado com colírios midriáticos, oclusão e óculos especiais para melhorar a acuidade visual”, explica o oftalmologista Juan Caballero, que também integra o corpo clínico do IMO.
Nos casos de catarata total ou parcial com baixa acuidade visual, a cirurgia deve ser realizada o mais cedo possível (no máximo, antes de 12 semanas de vida). “O tratamento dentro do menor tempo possível evita a instalação de ambliopia irreversível”, diz Caballero.
A cirurgia de catarata congênita pode ser feita por meio da técnica de facomulsificação com ou sem implante de lente intra-ocular. Com a cirurgia, a capacidade de acomodação do cristalino é perdida, obrigando a correção da visão de perto com lentes especiais. “O implante de lentes intra-oculares é o procedimento preconizado em crianças maiores de dois anos”, explica o oftalmologista Juan Caballero.
Em algumas crianças, a acuidade visual obtida após a cirurgia é baixa, sendo necessária, ainda, a instituição de medidas de suporte e reabilitação, como estimulação visual precoce e uso de óculos durante a fase escolar.

IMO
O Instituto de Moléstias Oculares, IMO, é hoje uma das referências internacionais no tratamento oftalmológico, especialmente, nas áreas de diagnóstico, cirurgia e terapia. O investimento em pesquisa científica e no contínuo desenvolvimento tecnológico são características marcantes dos 18 anos de atuação do IMO. Seu centro cirúrgico é referência na América Latina, por abrigar equipamentos com tecnologia de ponta. Seu corpo clínico participa ativamente de congressos científicos no mundo todo, apresentando os resultados de pesquisas e estudos conduzidos no Brasil. A clínica localiza-se na cidade de São Paulo, na Avenida Ibirapuera, é formada por uma equipe de profissionais altamente qualificados e devidamente credenciados junto às sociedades e instituições de classe nacionais e internacionais.

SERVIÇO:
IMO – Instituto de Moléstias Oculares
Endereço: Avenida Ibirapuera, 624.
São Paulo-SP
Horário de atendimento: 08:00 às 18:30, de segunda a sexta-feira
08:00 às 12:00, aos sábados
Telefone: (11) 5573 6424
Site: www.imo.com.br
E-mail: imo@imo.com.br

Source: Márcia Wirth
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