Diabetes e saúde ocular: prevenção é a palavra-chave

Photo caption

O portador de diabetes tem risco 29 vezes maior de ter comprometimento sério da visão que o não-portador. Aproximadamente 8% das pessoas cegas têm o diabetes como causa da cegueira. Cerca de 40% dos portadores de diabetes têm algum grau de retinopatia e 80% deles têm retinopatia diabética depois de 25 anos de diagnosticada  a doença.
Em relação à saúde ocular, o melhor caminho para evitar complicações é a prevenção.“O diabetes provoca uma série de reações no organismo que afetam diretamente a saúde ocular, predispondo o paciente a complicações na córnea, à catarata e ao glaucoma. Além disso, favorece o aparecimento da retinopatia diabética, a maior causa de cegueira permanente em indivíduos economicamente ativos”, afirma o a oftalmologista Virgilio Centurion, diretor-clínico do IMO.
Problemas na córnea
As células do epitélio corneano do diabético não têm a mesma aderência dos não-diabéticos. Em procedimentos cirúrgicos nos quais a córnea tende a perder o epitélio com maior facilidade e freqüência, o paciente diabético tem a cicatrização e o repovoamento das células mais demorados. “Essa fragilidade do organismo pode ser a porta de entrada para infecções oportunistas, blefarites e úlceras”, diz o oftalmologista Virgilio Centurion. Embora não existam restrições quanto ao uso de lentes de contato pelo diabético, este paciente exige atenção redobrada e cuidados maiores por parte do oftalmologista.
Catarata, vícios de refração e glaucoma presentes
A catarata também é mais prevalente na população diabética devido ao sorbitol (poliálcool resultante do metabolismo do açúcar) que se acumula no cristalino. “Em situações de hiperglicemia, o cristalino absorve água e tem seu segmento anterior ampliado, o que provoca miopia no paciente. À medida que a taxa de açúcar no sangue retorna aos níveis normais, o cristalino se desidrata e volta ao tamanho original. A repetição dessa situação altera as fibras da estrutura do cristalino, provocando sua opacificação. Isso explica a maior predisposição dos diabéticos a sofrer de catarata mais cedo e com mais freqüência”, explica o diretor-clínico do IMO.
A falta de controle da glicemia também pode afetar exames de refração, acusando miopia inexistente ou maior do que a presente em situações de glicemia normal. “É fundamental que o oftalmologista tenha informações precisas sobre a taxa de glicemia do paciente antes de prescrever óculos”, afirma Centurion.
O oftalmologista destaca que o diabetes também é um fator de risco para o surgimento do glaucoma. A alteração química no organismo provoca a degeneração de vários tecidos, o que acaba afetando o trabeculado e, conseqüentemente, o escoamento do humor aquoso, o que aumenta a pressão intra-ocular e provoca o glaucoma secundário a essa degeneração.
Retinopatia diabética
Com as alterações químicas provocadas pelo diabetes no organismo, as paredes dos vasos sanguíneos tornam-se gradativamente mais frágeis, propiciando vazamentos e hemorragias. A retinopatia diabética está relacionada às alterações na micro-circulação sangüínea retiniana. “Este processo envolve o aparecimento de micro-aneurismas, dilatações capilares, isquemia, vazamento de plasma, oclusão capilar e, se não houver tratamento e controle, a neovascularização, que caracteriza o estágio mais avançado da doença, denominada retinopatia diabética proliferativa”, afirma o oftalmologista Edson Branzoni Leal, que também integra o corpo clínico do IMO. A forma não proliferativa da doença, prevalente em 90% dos casos, geralmente provoca baixa de visão discreta a moderada, principalmente se houver edema macular, enquanto a forma proliferativa causa baixa de visão acentuada.
“O mais eficiente tratamento da retinopatia diabética ainda é evitar que ela ocorra, por meio do controle severo da glicemia, da tensão arterial e das nefropatias; do combate à obesidade e ao sedentarismo, e do corte do cigarro”, diz Branzoni. As medidas preventivas retardam ou evitam o aparecimento da doença em 50% dos casos e tornam sua evolução lenta e o tratamento menos traumático em até 75% dos casos.
“O controle do diabetes requer também a visita constante ao oftalmologista e a harmonia de ação entre este profissional e o demais especialistas que acompanham o paciente”, reforça o Dr. Edson Branzoni. Recomenda-se que o portador do diabetes tipo 1 procure o oftalmologista, no máximo, cinco anos depois de diagnosticada a doença e que o portador do diabetes tipo 2,  o faça tão logo seja confirmado este diagnóstico. Nos dois casos, quanto mais precoce o diagnóstico da retinopatia diabética, maiores são as opções de tratamento e controle da doença. O paciente diabético deve fazer controle oftalmológico anual ou a critério do médico que o acompanha.
IMO
O Instituto de Moléstias Oculares, IMO, é hoje uma das referências internacionais no tratamento oftalmológico, especialmente, nas áreas de diagnóstico, cirurgia e terapia. A clínica localiza-se na cidade de São Paulo, na Avenida Ibirapuera, é formada por uma equipe de profissionais altamente qualificados e devidamente credenciados junto às sociedades e instituições de classe nacionais e internacionais. Dispõe de condições ideais para atender com excelência o público, desde a infância até a terceira idade. Por manter convênios com de 60 planos de saúde, pode realizar um atendimento amplo e diversificado à população.

Source: Márcia Wirth
Thanks! Your subscription
has been successfully issued
Error occurred