Não existem remédios específicos para tratar o mal. O paciente deve adotar cuidados especiais com a higiene para controlar o contágio e a evolução da doença.
A cidade de Itu, a 100 km da capital paulista, registra um surto de conjuntivite. Já são mais de mil casos apenas nos primeiros quatro meses deste ano. A doença tem se manifestado de forma agressiva, com os doentes apresentando grande inflamação dos olhos. A Secretaria de Saúde local ainda não considera uma epidemia, mas recomenda cuidados para que a doença não se alastre.
“A conjuntivite é a inflamação da conjuntiva, uma membrana delgada e transparente que reveste a parede do globo ocular e das pálpebras. Em geral, a doença acomete os dois olhos, perdura de uma semana a 15 dias, mas não costuma deixar seqüelas”, explica a oftalmologista Dra. Sandra Alice Falvo, médica que integra o corpo clínico do IMO.
A doença, que incomoda e interfere na vida social do indivíduo tem como principais sintomas:
·Olhos vermelhos e lacrimejantes;
·Pálpebras inchadas;
·Sensação de areia ou de ciscos nos olhos;
·Secreção;
·Coceira.
Tipos de conjuntivite
A conjuntivite infecciosa é causada por vírus, bactérias fungos ou protozoários. A conjuntivite não-infecciosa é provocada por agentes externos irritantes, que podem dar origem à conjuntivite alérgica, química ou traumática.
As conjuntivites infecciosas são altamente contagiosas, como a que atinge a população de Itu. “É oportuno esclarecer a população que somente o oftalmologista pode fazer o diagnóstico correto do tipo de conjuntivite de cada paciente antes de prescrever o tratamento adequado”, destaca a médica.
Tratamento
A principal recomendação da oftamologista Sandra Alice Falvo é a respeito da auto-medicação. “Ao suspeitar de conjuntivite, o paciente não deve sair por aí, comprando remédios indicados por amigos. A indicação de qualquer remédio só pode ser feita por um oftalmologista. Alguns colírios são altamente contra-indicados porque podem provocar sérias complicações e agravar o quadro de inflamação”, alerta.
De uma maneira geral, quem está acometido pela conjuntivite deve redobrar seus cuidados com a higiene dos olhos e das mãos. Lavar bem os olhos e fazer compressas com água gelada - que deve ser filtrada e fervida - ou com soro fisiológico ajudam a aliviar os incômodos causados pela doença.
Se o paciente acometido pela conjuntivite fizer uso de lentes de contato,”o mais sensato é suspender o uso e utilizar os óculos até que a inflamação seja curada”, recomenda a médica.
Uma vez diagnosticada a provável causa da conjuntivite, o oftalmologista pode prescrever o tratamento adequado. Se esta tiver origem bacteriana, utiliza-se a antibioticoterapia, se a causa for virótica, emprega-se o tratamento para alívio dos sintomas, bem como hábitos especiais de higiene, ajudando desta forma, a controlar o contágio e a evolução da doença.
Recomendações
Para prevenir a transmissão, enquanto estiver doente, são recomendadas as seguintes precauções:
• Lave com freqüência o rosto e as mãos uma vez que estas são veículos importantes para a transmissão de microorganismos;
• Aumente a freqüência de troca de toalhas ou use toalhas de papel para enxugar o rosto e as mãos;
• Não compartilhe toalhas de rosto;
• Troque as fronhas dos travesseiros diariamente enquanto perdurar a crise;
• Lave as mãos antes e depois do uso de colírios ou pomadas e, ao usá-los não encoste o bico do frasco no olho;
• Não use lentes de contato enquanto estiver com conjuntivite, ou se estiver usando colírios ou pomadas;
• Não compartilhe o uso de esponjas, rímel, delineadores ou de qualquer outro produto de beleza;
• Evite coçar os olhos para diminuir a irritação;
• Evite aglomerações ou freqüentar piscinas de academias ou clubes;
• Evite a exposição a agentes irritantes (fumaça) e/ou alérgenos (pólen) que podem causar a conjuntivite.
Para prevenir o contágio, as seguintes precauções são aconselháveis:
• Não use maquiagem de outras pessoas (e nem empreste as suas);
• Use óculos de mergulho para nadar, ou óculos de proteção se você trabalha com produtos químicos;
• Não use medicamentos (pomadas, colírios) sem prescrição (ou que foram indicados para outra pessoa);
• Evite nadar em piscinas sem cloro ou em lagos.
