Conselho "reprova" cinco cursos de medicina

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      O Cremesp (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo) divulgou quinta-feira (17) os resultados da primeira fase da avaliação de estudantes do sexto ano do curso de medicina. Cinco das 23 escolas avaliadas não tiveram nem 50% de aprovação.
      O pior resultado foi do Centro Universitário Barão de Mauá, em Ribeirão Preto (314 km ao norte de São Paulo). Dos 28 estudantes que realizaram a prova, apenas oito (17,9%) passaram para a segunda fase do exame. Para ser aprovado, o estudante precisava acertar 60% das questões.
      As outras instituições que não tiveram 50% dos alunos participantes aprovados foram a Faculdade de Medicina de Catanduva, com 32,1% de aprovados, a Universidade Metropolitana de Santos (38,1%), a Universidade de Marília (27,3% de aprovados) e a Universidade do Oeste Paulista (37,5%).
      A maiores aprovações foram dos tradicionais cursos da USP (93,4% de aprovação), da Unifesp (91,3%) e da Unicamp (86,9%). A Unesp teve 58,3% e a PUC-SP 57,7% de aprovados.
      A presença na prova não era obrigatória. Dos 2.197 estudantes aptos a fazer o exame em todo o Estado, 1.003 participaram. Fernando Pimentel, diretor do curso de medicina da Universidade do Oeste Paulista, o resultado se deve à baixa adesão dos estudantes. "Não estimulamos a presença porque não concordamos com a avaliação", diz. "Fizemos uma grande reformulação há pouco tempo, mas não deu para ver todos os resultados." A universidade obteve nota 3 no "provão" do MEC (Ministério da Educação) de 2004. A escala do MEC vai de 1 a 5.
      Já o Centro Universitário Barão de Mauá, que obteve 4 no "provão" e foi mal no Cremesp, disse apoiar a avaliação dos formandos. "O curso avaliará o resultado com imparcialidade, tentando usá-lo para o aprimoramento", afirma a instituição.   Os resultados do Cremesp não impedem as faculdades que não tiveram bons resultados de continuar funcionando normalmente.
      A Universidade Metropolitana de Santos não vai comentar os resultados. A assessoria de imprensa da instituição informou que a apenas a pró-reitora acadêmica da universidade, Vera Raphaelli, poderia se pronunciar, mas está licenciada por problemas de saúde.        A Universidade de Marília e a Faculdade de Medicina de Catanduva ainda não se pronunciaram.

Source: Folha de S. Paulo/UOL
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