Médico contesta estudo sobre conjuntivite infantil Estudo desenvolvido pela Universidade de Oxford, na Inglaterra, e publicado pela The Lancet, provoca reação de médico brasileiro. Peter W. Rose, coordenador da pesquisa que envolveu 326 crianças entre seis meses e 12 anos, diz que ''os benefícios dos antibióticos para tratar conjuntivite são irrisórios. A doença acaba desaparecendo sozinha''. Para o médico oftalmologista Renato Neves, que acaba de ser premiado por ser um dos médicos estrangeiros mais atuantes na Academia Americana de Oftalmologia, ''esse tipo de divulgação pode ser considerada um desserviço, já que o estudo toma como base somente crianças da Inglaterra, país onde quase inexistem problemas de saneamento''. No Brasil, por exemplo, ''deixar de ministrar antibióticos em uma criança que apresenta conjuntivite é pôr em risco sua visão, porque pode se tratar de herpes ou tracoma - doença que resulta de reinfecções de conjuntivite mucopurulenta e leva à cegueira''.
