Principal causa de cegueira no mundo e no Brasil, especialmente em pessoas com mais de 60 anos, a catarata atualmente é tratada por cirurgia que não requer pontos, permite uma reabilitação visual rápida e pós-operatório seguro. Com anestesia local, o procedimento dura aproximadamente 15 minutos, sem necessidade de internação. Outra avanço é a possibilidade de correção de grau para longa distância.
No entanto, como qualquer outro procedimento cirúrgico, apresenta também limitações e riscos. Nem sempre a cirurgia devolve 100% a capacidade de visão e pode causar problemas quando não for bem conduzida pelo profissional, afirmam os especialistas. O paciente deve ter o máximo cuidado no pós-operatório, evitando, na primeira semana, situações que possam comprometer a cirurgia, como infecção ou traumatismo. "Deve-se seguir à risca as recomendações e prescrições fornecidas pelo cirurgião, assim como comparecer às consultas pós-operatórias marcadas", adverte o oftalmologista Antonio Cezar Régio do Nascimento.
Henedina da Costa Souza, de 77 anos, passou recentemente por duas cirurgias de catarata, uma vez que suas duas visões estavam comprometidas. Seguiu a risca as recomendações do médico, como não fazer esforço, lavar constantemente as mãos, não fazer movimentos bruscos ou baixar a cabeça, e se diz muito satisfeita com o resultado "Depois das cirurgias pude perceber como estava enxergando mal. Agora só preciso usar óculos para perto."
Há alguns anos, a cirurgia de catarata requeria uma incisão grande, sendo necessário dar pontos no local. O olho ficava bastante frágil após a cirurgia. Como não existia implante de lente intra-ocular, os pacientes precisavam usar óculos de lentes grossas, tipo "fundo-de-garrafa" para voltar a enxergar.
Dados da Sociedade Brasileira de Catarata e Implantes Intra-oculares mostram que mais de 350 mil brasileiros ficaram cegos devido à doença, que se caracteriza pela opacificação da lente interna do olho, chamada cristalino, responsável por focar as imagens dos objetos na retina.
