Simpósio orienta profissionais da saúde e educação para trabalho com portadores de visão subnormal .

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A Unicamp promove neste sábado. 23 de junho. no auditório da Faculdade de Ciências Médicas (FCM). o "VIII Simpósio de Visão Subnormal - Diagnóstico. Tratamento e Reabilitação". destinado a orientar médicos oftalmologistas. reabilitadores (terapeutas ocupacionais. fisioterapeutas. etc.) e profissionais da área de educação. no trabalho com portadores de deficiências visuais. especificamente de visão subnormal. "O conceito atual em relação à conduta frente ao paciente com visão subnormal (VSN) é que. paralelamente ao tratamento clínico ou cirúrgico. se realizem as condutas óptica e reabilitacional". afirma a médica Keila Monteiro de Carvalho. coordenadora do evento. Dentro deste conceito é importante a participação de educadores da área de educação especial e reabilitadores que acompanhem o desenvolvimento dos pacientes. Para que se possa tomar condutas em reabilitação visual é importante conhecer a realidade epidemiológica da população brasileira que procura os Serviços de Visão Subnormal. O Serviço de Visão Subnormal da FCM.UNICAMP (SVSN) tem seguido este modelo de atendimento com as abordagens médicas. reabilitacionais e educativas tomadas concomitantemente. Pesquisa realizada na Unicamp revelou que entre 836 casos atendidos foram encontrados 468 (56%) com idade até 19 anos e 130 casos (15.5%) acima de 60 anos. Esses resultados coincidem com a realidade nacional. onde a maioria dos casos é de crianças e jovens. sendo poucos os idosos. Em países desenvolvidos ocorre o inverso. com predominância de idosos. Dos pacientes na faixa etária produtiva. de 20-59 anos de idade. apenas metade exercia atividade remunerada. Em relação à escolaridade observou-se que 255 casos (87.9%) dos estudantes encontravam-se na pré-escola ou primeiro grau. demostrando um retardo no desenvolvimento escolar. Foram encontrados 22 casos (2.6%) sem escolaridade na faixa de 7-14 anos devido à deficiência visual. Entre os diagnósticos responsáveis pela deficiência visual o mais freqüente foi corioretinite macular bilateral congênita por presumível toxoplasmose congênita em 229 casos (27.4%). A seguir atrofia óptica com 98 casos (11.7%). degeneração senil de mácula com 79 casos (9.4%). retinose pigmentar com 69 casos (8.3%) e catarata congênita com 65 casos (7.8%). As outras causas foram doenças degenerativas e hereditárias. Nota-se a ausência de causas de cegueira como hipovitaminose A. tracoma e oncocercose e baixa prevalência de retinopatia diabética (1.8%). Programação : 23 de junho de 2001 8h30 - 9h45 - Recursos Óticos 10h00 - 11h00 - Idoso com baixa visão 11h00 - 13h00 - Mesa Redonda: A sociedade e a educação do deficiente visual 12h30 - Discussão Mesa Redonda Sala 1 - 13h30 - Baixa Visão na Infância 15h30 - Deficiência visual na idade escolar Sala 2 - 13h30 - Reabilitação do Deficiente Visual 15h30 - Utilização dos recursos óticos e não óticos Mais informações : JDE comunicações e Eventos (11) 287 9699 - jdecomev@uol.com.br Keila Monteiro de Carvalho: (19) 3064-6944 Fax: 55-19-434-2355 fone: 19-433-7483 e-mail: keila.carvalho@merconet.com.br

Source: Assessoria de Comunicação e Imprensa da Unicamp.
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