NOVA YORK (Reuters Health) - Em um estudo que pode ajudar a aprimorar as pesquisas sobre distúrbios oculares ou possibilitar o cultivo de partes de olhos em laboratório. pesquisadores identificaram um gene que contribui para a formação de uma conexão nervosa entre o olho e o cérebro. O estudo com peixe-zebra verificou que determinados nervos não se conectam de forma apropriada quando um gene. chamado astray. ou vago. foi destruído. O estudo pode esclarecer alguns mecanismos causadores de distúrbios oculares em humanos pois certos fatores genéticos que regulam o desenvolvimento ocular em vertebrados inferiores. como sapos ou insetos. também são encontrados em humanos. explicaram os autores. "Estamos tentando entender como o cérebro faz as conexões corretas para que as células nervosas funcionem e. em particular. o que faz com que as fibras nervosas dos olhos cheguem aos locais certos do cérebro para que possamos enxergar". disse Chi-Bin Chien. pesquisador sênior e professor assistente da Universidade de Utah. em Salt Lake City. O trabalho foi publicado na edição de 20 de abril da revista Science. Os pesquisadores criaram um peixe-zebra com genes mutantes e verificaram que os nervos que normalmente conectam os olhos ao cérebro não fizeram as ligações apropriadas. Em vez de ligar o olho direito ao lado esquerdo do cérebro e o olho esquerdo ao lado direito. eles fizeram ligações aleatórias. em ziguezague. Essas conexões foram corrigidas quando os pesquisadores transplantaram olhos de um embrião de peixe com o gene normal para o peixe com gene mutante. Os erros de conexão nervosa falha se repetiram quando os olhos com o gene mutante foram transplantados para peixes normais. Para visualizar as conexões. os pesquisadores injetaram um corante fluorescente nos olhos dos peixes que iluminou o trajeto das fibras nervosas. Em um estudo semelhante. publicado no início do mês no boletim da Academia Nacional de Ciências. os pesquisadores identificaram um gene que regula vários outros. envolvidos no desenvolvimento ocular. Eles verificaram que quando embriões de sapos recebem uma injeção de material genético extra. desenvolvem olhos extras ao se tornarem girinos. As conclusões podem ajudar os cientistas a entender distúrbios humanos raros em que os embriões não desenvolvem os olhos da forma adequada. declarou Monica Vetter. uma das pesquisadores da Universidade de Utah.
