Muitos diabéticos não recebem tratamento para evitar cegueira

Photo caption

NOVA YORK - As conclusões enfatizam a necessidade dos diabéticos e dos médicos receberem mais informações sobre a possível ameaça da doença para os olhos e sobre as formas de evitar o problema. avaliou George Blankenship. presidente da American Academy of Ophtalmology. O alto nível de açúcar no sangue associado a diabete pode danificar os vasos sanguíneos da retina. região sensível à luz no fundo do olho. A doença que resulta desta degeneração. chamada de retinopatia diabética. deixa 8 mil pessoas cegas a cada ano apenas nos Estados Unidos. Os primeiros sinais de retinopatia diabética podem ser observados em um exame em que a pupila é dilatada por colírios e a retina pode ser vista claramente. explicaram os pesquisadores na edição de março do Ophtalmology. "Sem dilatar a pupila. é como olhar para uma sala através da fechadura em vez de abrir a porta". declarou Blankenship. Em uma pesquisa com 2.308 pessoas com diabete. a equipe de Elinor R. Schoenfeld. da University Medical Center. em Stony Brook (Nova York). verificou que 35 por cento dos pacientes não havia sido submetido a um exame com dilatação de pupila no ano anterior. Deste grupo. um terço foi submetido a exame sem dilatação da pupila. "Isto sugeriu uma perda de oportunidade para oferecer uma assistência integral a pessoas com diabete e ressaltou uma possível fraqueza no atual sistema de saúde". observaram os autores. As pessoas com diabete tipo 1. que pode causar perda de visão mais severa. observaram mais as orientações de tratamento. verificaram os pesquisadores. Pacientes mais velhos e os que receberam programas de educação formal sobre diabete foram mais propensos a ser submetidos anualmente a exame ocular com dilatação de pupila. As pessoas que não seguiram as orientações tenderam a procurar um optometrista (especialista na medição da acuidade visual) para cuidar do olho em vez de procurar um oftalmologista. Entre os que observaram as diretrizes. 86 por cento fizeram o último exame com um oftalmologista e 10 por cento foram a um optometrista.

Source: Reuters
Thanks! Your subscription
has been successfully issued
Error occurred