Carentes têm acesso a clínica de olhos O convênio assinado entre a Fundação Cidade-Mãe e a Clínica de Olhos André Lavigne (Alclin), marcou a passagem do Dia do Voluntariado e permitirá que várias crianças de bairros carentes tenham acesso ao setor oftalmológico, área da medicina capaz de detectar e tratar várias doenças dos olhos que inibem o desenvolvimento físico e psicológico. O ato, realizado na Escola Educativa de Pau da Lima, um bairro periférico de Salvador, marca o início de outras parcerias importantes para a área de assistência social, aposta a presidente da Fundação, Neusa Castro. De acordo com o fundador e diretor-médico da Alclin, André Lavigne, a assistência a ser prestada terá um caráter não apenas preventivo. "Além de identificar possíveis patologias, iremos procurar solucioná-las", disse o médico, que é também fundador e coordenador do Setor de Oftalmologia das Obras Assistenciais Irmã Dulce. "Um levantamento mostrou que doenças de olhos são responsáveis pela evasão e o baixo rendimento escolar", acrescentou. O coordenador do Unicef na Bahia, Ruy Pavan, elogiou o convênio, mas ressaltou que as iniciativas na área do voluntariado ainda são tímidas. Não se deve confundir o trabalho voltado para o assistencialismo com projetos que visam apenas à promoção de empresas e entidades na área de marketing, disse Pavan. "Um trabalho de assistência social não pode ter apenas um caráter de caridade. A empresa tem que criar meios de ajudar a sociedade, ampliando a oferta de seus produtos ou serviço para os necessitados, e não apenas oferecendo dinheiro".
