Dois estudos do Instituto de Matemática e Estatística (IME) da USP ganharam os maiores prêmios no XXII Congresso da Sociedade Brasileira de Computação (SBC). Duas dissertações, apresentadas em 2001, pertencem à área de visão computacional, ou seja, o desenvolvimento de computadores capazes de enxergar processando informações recebidas por intermédio de câmeras de fotografia ou de vídeo. Os trabalhos do IME usaram esta tecnologia para que o computador pudesse reconhecer a existência de pessoas numa determinada imagem. Em seguida, foram coletadas e classificadas características dos rostos de diversas maneiras fazendo, inclusive, a identificação pessoal. Os dois trabalhos pertencem à mesma linha de pesquisa, que consiste em que o computador reconheça certas características padronizadas nas imagens que recebe. O primeiro passo foi torná-lo capaz de perceber a imagem de uma pessoa dentro do campo visual da câmera. Isso é possível porque a imagem humana tem características relativamente constantes, como a forma, que pode se constituir num padrão de reconhecimento. Numa imagem em movimento (vídeo), buscou-se que o computador pudesse encontrar o rosto da pessoa, coletar informações presentes em sua face e que acompanhasse seu deslocamento, sempre recolhendo as informações de acordo com a programação estabelecida. A mesma linha de pesquisa, que começou no IME em 1998, segue agora para a biometria, que é a medição das dimensões dos seres vivos. Busca-se determinar com exatidão as medidas das partes de um rosto, as distâncias entre elas e suas proporções. As utilidades previstas são a detecção de patologias genéticas expressas na face e o reconhecimento e codificação de expressões faciais, que está sendo desenvolvido no IME, podendo tornar mais dinâmica a transmissão de imagens para vídeo conferência. Esse trabalho pode ser checado, inclusive com demos e cópias de artigos, em http:/www.vision.ime.usp.br/~creativision
