Visão artificial é usada em veículo feito no Brasil

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Usando conceitos como engenharia de controle e visão artificial, o engenheiro Nicolás César Lavinia preparou um veículo que, de maneira autônoma, percorre distâncias seguindo um percurso pré-estabelecido. O trabalho de mestrado desenvolvido na Escola Politécnica (EP) da USP intitulado Guiagem automática de um veículo autônomo baseada em sistema de visão, analisou a eficácia do veículo em se manter no caminho determinado durante o processo. Dentre outros componentes, o veículo possui uma câmera filmadora, que capta as imagens da trajetória a ser percorrida, e uma placa responsável pela digitalização das imagens obtidas pela câmera. Com a digitalização, os cálculos são feitos pelo microcontrolador, outro componente do veículo. O microcontrolador, com base nestes cálculos, repassa à parte mecânica do veículo as instruções para mantê-lo na trajetória correta. Para definir a trajetória, Nicolás preparou um caminho de cartolinas pretas com uma linha branca no centro, marcando o percurso a ser desenvolvido pelo veículo. "A intenção era verificar como o carro mantinha o controle da trajetória enquanto andava", aponta Nicolás. Para isso, uma antena transmitia para um computador os cálculos realizados no sistema interno do veículo. "A transmissão de dados para o computador servia somente para verificar o desempenho do carro; não existem informações vindas do computador para o carro, o que faz com que ele desenvolva toda a sua trajetória de forma autônoma". Para Nicolás, o modelo do veículo pode ter aplicação industrial. "Um carro autônomo neste estilo poderia servir, por exemplo, para distribuir correspondências ou operar em uma linha de montagem". Outra utilização do veículo seria em ambientes de difícil acesso pelo homem: "a presença do homem seria necessária somente para definir a trajetória; com isto feito, o veículo se encarregaria de percorrer o caminho estabelecido". O que necessitaria ser aprimorado no veículo para sua utilização imediata seria um aumento em sua autonomia, permitindo a ele percorrer maiores distâncias. O veículo dispõe também de um sistema de iluminação com luz infravermelha, o que permite ao carro compensar uma possível ausência de luz em sua trajetória. A eficiência do veículo foi comprovada com a utilização de quatro algoritmos de controle diferentes. "Nos quatro exemplos, o desempenho foi satisfatório, e os desvios em relação à trajetória foram controlados", comemora Nicolás. Para o engenheiro, é necessária a melhora de dois aspectos para que a idéia de seu veículo seja aplicada comercialmente: o desenvolvimento da parte mecânica, possibilitando a construção de veículos maiores, e o aprimoramento de seu sistema de "visão". "Com mais precisão na identificação do caminho, não será necessária a criação de uma trajetória com tanto contraste como é feito hoje", ressalta Nicolás.

Source: Agenusp
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