Humberto Costa quer novo modelo de saúde acessível a toda a população

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 O ministro da Saúde, Humberto Costa, destacou que há necessidade de mudanças no sistema de saúde do País. "É preciso investir não apenas nos profissionais da saúde, mas também nos equipamentos dos hospitais. Hoje, o problema de recursos humanos é gravíssimo", afirmou o ministro, completando que os futuros profissionais de medicina estão sendo formados para um modelo centrado nos hospitais e nas ações de especialistas que, segundo ele, já se mostrou ineficaz. Segundo o ministro, "é preciso construir um modelo que esteja voltado principalmente para a atenção básica, para o programa de Saúde da Família e para garantir acesso à toda população". O ministro ressaltou que as pessoas que não conseguem resolver seus problemas de saúde no programa de Saúde da Família e na atenção básica precisam de hospitais bem equipados para serem atendidas. Para Humberto Costa, muitas unidades de atendimento privado não funcionam "às mil maravilhas" como tentam passar a idéia. "Alias, ao contrário, muitas pessoas que estão vinculadas aos planos de saúde têm queixas a respeito do atendimento que recebem, além da difícil relação com alguns planos", observou o ministro, dizendo ainda que por outro lado existem, no setor público, algumas áreas que são de excelência no atendimento. "E é no serviço público que essas pessoas procuram atendimento nas áreas de maior complexidade".  Umas das preocupações e prioridades do Ministério da Saúde, de acordo com o ministro, é a melhoria da qualidade do atendimento, que aborda vários aspectos, como instalações adequadas, medicamentos em quantidade suficiente para atender a demanda da população, a conscientização do usuário a respeito de seus direitos e assim poder cobrá-los, entre outros. "Eu acredito que a médio prazo, vamos ter um sistema de saúde bem melhor aqui no nosso país".  Humberto Costa explicou, ainda, que o sistema de saúde brasileiro tem como um de seus princípios a eqüidade, ou seja, tratar os diferentes de maneiras diferentes. "A realidade de cada região precisa ser levada em conta quando se faz um planejamento da política de saúde para o país como um todo. Por isso, estou tentando dar uma maior racionalidade. Estou criando uma secretaria de recursos humanos para que vários programas de treinamento, de formação e de contratação de recursos humanos estejam todos sob uma mesma orientação".Na área das doenças tropicais e transmissíveis, o ministro disse estar criando uma outra secretaria, a de vigilância e saúde, que vai trabalhar com a diversidade do país. "Eu acho que é perfeitamente possível e são questões que eu creio que administrativamente podem ser solucionadas", concluiu.

Source: Agência Brasil
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