A Serasa acaba de estabelecer parceria inédita com a United Nations Volunteers - UNV, órgão do voluntariado da Organização das Nações Unidas - ONU, para implementar nas empresas brasileiras o Programa Serasa de Empregabilidade de Pessoas com Deficiência. No Brasil, a maior parte das pessoas com deficiência visual, física, auditiva e mental está alijada do mercado de trabalho. Segundo o presidente da Serasa, Elcio Anibal de Lucca, as estatísticas mostram que há aproximadamente seis milhões de pessoas com deficiência em idade economicamente ativa, dos quais cerca de um milhão está no mercado de trabalho informal e apenas 158 mil legalmente empregada com garantias trabalhistas e benefícios. A razão de muitas pessoas com deficiência estarem à margem do mercado de trabalho está diretamente ligada às poucas oportunidades que têm de ingressar em cursos e treinamentos profissionais, o que resulta em baixa qualificação para o exercício do trabalho. A Serasa implementou por meio de sua área de Responsabilidade Social o Programa Serasa de Empregabilidade de Pessoas com Deficiência, que qualifica essas pessoas para que sejam efetivadas na própria empresa ou obtenham melhor competitividade no mercado de trabalho formal. Pelo êxito do programa e com a experiência de já ter qualificado e oferecido oportunidades de trabalho aos jovens com deficiência visual, física e auditiva, a Serasa tem sido constantemente procurada por empresas que querem desenvolver programa semelhante. Por esta razão, voluntários da UNV serão capacitados para implementar em outras empresas o Programa Serasa de Empregabilidade, com fidelidade da metodologia original.A cada seis meses, a Serasa recruta e seleciona 12 pessoas com deficiência visual, física e auditiva para as quais oferece treinamento de 480 horas - em sala de aula e em área de trabalho - visando a qualificá-las profissionalmente. Mediante avaliações periódicas, ao final de seis meses de treinamento, a Coordenação do Programa e as áreas de trabalho nas quais as pessoas com deficiência estagiam, decidem por efetivá-las na Serasa ou encaminhá-las para seleção de outra empresa. O presidente da Serasa destaca que o fato de não ter sido efetivado pela Serasa não desqualifica o treinando. "Nós treinamos, avaliamos e certificamos as reais qualificações da pessoa de tal forma que facilitamos seu emprego em outra empresa e o programa não tem por princípio ser paternalista, por isso nunca teve a intenção de efetivar os treinandos por apresentarem alguma deficiência, mas sim porque desenvolveram uma competência real para o trabalho", diz Elcio Anibal de Lucca.
