A Secretaria de Educação Especial (Seesp) do Ministério da Educação está realizando uma pesquisa junto às escolas brasileiras para saber como anda a implantação do uso da grafia Braille nas disciplinas de língua portuguesa e química. <br><br> Os dados vão servir de base para o trabalho de padronização e uniformização do sistema Braille no País, que vem sendo feito pela Comissão Brasileira do Braille desde a sua criação. <br><br> Os questionários, que incluem também perguntas sobre normas técnicas para produção de textos em Braille, devem ser devolvidos à comissão até o dia 25 de junho. No total, os deficientes visuais utilizam oito tipos de grafia, cobrindo todas as áreas do conhecimento, e que agora serão normatizadas. <br><br> Além de propor normas voltadas para a unificação do uso da grafia Braille no País, compete à comissão propor diretrizes para o ensino e difusão do sistema em todas as modalidades de aplicação, compreendendo especialmente língua portuguesa, matemática e outras ciências exatas, música e informática.Até o final do atual governo, a Seesp pretende normatizar todas as grafias Braille existentes, tornando-as compreensíveis aos estudantes brasileiros. Também estão sendo editadas outras duas publicações: Grafia Braille para uso na Informática e o Manual Internacional de Musicografia Braille, para serem encaminhadas ao sistema de ensino. Presidida pela secretária da Seesp, Cláudia Pereira Dutra, a Comissão Brasileira do Braille é integrada por nove membros representativos dos movimentos de deficientes visuais.
