A carência de vitamina A na alimentação é uma das principais causas da xeroftalmia, infecção secundária na mucosa ocular que leva à cegueira, doença que acomete crianças que vivem no semi-árido nordestino. Uma solução para o problema está numa planta altamente resistente aos longos períodos de seca: a mandioca amarela. A variedade, rica em vitamina A, está sendo pesquisada pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Em quatro anos, a equipe pela Embrapa Mandioca e Fruticultura (Cruz das Almas - BA), responsável pelo projeto, já identificou sete variedades de mandioca amarela e desenvolveu oito mil híbridos. A vantagem adicional da mandioca amarela é que essa variedade, além do teor vitamínico, é resistente à seca, de fácil adaptação ao Nordeste e não contém ácido cianídrico, substância tóxica encontrada na mandioca comum. Além da xeroftalmia, a carência de vitamina A leva a outros problemas de saúde, como a hemoralopatia, doença que começa com dificuldade de adaptação ao escuro (popularmente chamada de cegueira noturna) e progride para a cegueira total. A deterioração da retina na cegueira noturna pode ainda levar a mudanças de sensibilidade da retina à luz colorida, diminuindo ou invertendo a percepção de cores, como o azul e o amarelo.
