O evento é Presidido pelo Dr. Calil Farhat, Professor Titular de Pediatria da
Universidade Federal de São Paulo/Unifesp e membro da Sociedade Brasileira de
Pediatria/SBP e tem a participação de líderes de opinião de todo
Brasil, além de renomados profissionais internacionais envolvidos com a
vacinologia.
Um dos destaques é a discussão sobre
as novas técnicas de biotecnologia no desenvolvimento de vacinas. A novidade é a
produção em células, não em ovos, forma de cultivo até agora utilizada. A nova
técnica já está sendo aplicada na Europa. “É um consenso entre os especialistas que não há
vacinas para todo mundo e somente com a aplicação de novas tecnologias é que
será possível aumentar o cultivo das vacinas e posterior aumento na
distribuição”, informa Dra. Lily
Weckx, Professora Associada de Infectologia Pediátrica da UNIFESP/EPM e membro
da Comissão Permanente de Imunizações da Secretaria de Saúde e Ministério da
Saúde.
Sobre H1N1, reforçou-se, durante as palestras, a
necessidade de prevenção dos grupos de risco mais suscetíveis a esta gripe: as
crianças até 2 anos e as grávidas, além do sucesso recente da Campanha de
Vacinação contra a Gripe, em ambos os grupos.
Também a criação de novas vacinas,
como a da Dengue, em desenvolvimento no Brasil, para lançamento em breve e a
recente inclusão da Vacina Pneumococo, no Calendário Oficial do Ministério da
Saúde, gratuitamente, para crianças no início da vida, são avanços comemorado
pelo grupo que está reunido
A volta da
Coqueluche
Parte do programa do Simpósio, dados
sobre Coqueluche (comumente chamada de tosse cumprida), foram discutido, frente
ao aumentando lenta e constantemente em todo o mundo, atingindo principalmente
adolescentes e adultos jovens. Um alerta foi dado sobre o contágio de crianças
pequenas, pelos adultos, informação dada pelo médico Rolando Ulloa-Gutierrez,
da Costa Rica, durante o evento. “Nas
últimas décadas, a incidência da doença mudou de forma significativa. A maioria
das internações, complicações e mortes ocorrem em bebês com seis semanas de
vida”, explica Rolando Ulloa-Gutierrez, médico especializado em
Infectologia da Costa Rica, que dirige o Programa Nacional de Residência Médica,
leciona na Universidade de Ciências Médicas e trabalha no Hospital Nacional
Pediátrico Dr. Carlos Sáenz Herrera. “As
principais vítimas são aquelas que não tomaram a série básica de três doses da
vacina aos dois, quatro e seis meses de idade”,
completa.
Com prevenção por vacina, assegurada
já há mais de 50 anos, a Coqueluche é causada pela bactéria Bordetella pertussis
e atinge cerca de 18 milhões de pessoas por ano, causando 250 mil mortes,
conforme estimativas da Organização Mundial da Saúde. É hoje a quinta maior
causa de mortes de crianças menores de cinco anos no mundo por doenças
imunopreveníveis. No Brasil ocorrem cerca de 1000 casos/ano. Em SP, foram
notificados 64 casos em 2000 e 258 casos em 2008, com 6 mortes pela
doença.
Dados alarmantes sobre o HPV, um
problema de Saúde Pública
A inclusão da Vacina para prevenção
do HPV, no Calendário Oficial do Ministério da Saúde é uma das discussões mais
freqüentes hoje e será discutida durante o Simpósio. Vários países da Europa já
vacinam a população até os 40 anos pois segundo dados da Organização Mundial da
Saúde (OMS), mais de 630 milhões de homens e mulheres (1:10 pessoas) estão
infectados por este vírus no mundo. “No
Brasil, estima-se que haja
Uma das
conseqüências mais sérias da aquisição da infecção HPV, por transmissão sexual,
é o câncer do colo de útero, que pode ocorrer em qualquer idade da vida de uma
mulher. Cerca de metade de todas as mulheres diagnosticadas com câncer do colo
de útero, tem entre 35 e 55 anos de idade. Muitas dessas mulheres foram
provavelmente expostas ao HPV na adolescência ou na faixa dos 20 anos de idade.
Em todo o mundo, o câncer do colo de
útero é a segunda maior causa de câncer em mulheres - atrás apenas do câncer de
mama. A Organização Mundial de Saúde estima que existam atualmente mais de 2
milhões de mulheres em todo o mundo com câncer do colo de útero.
O Simpósio é uma realização da
Universidade Federal de São Paulo – UNIFESP, Universidade de São Paulo – USP,
Sociedade Brasileira de Pediatria – SBP, Sociedade Brasileira de Imunizações –
SBIM, com o apoio da Secretaria de Vigilância Sanitária do Ministério da Saúde
e Coordenadoria de Controle de Doenças da Secretaria de Estado da Saúde de São
Paulo, e com patrocínio dos Laboratórios Abbot, Baxter, Biomanguinhos – Fiocruz,
GlaxoSmithKline, Merck
Sharp & Dohme,
Novartis Vaccines, Pfizer Vacinas, Solvay Pharma, Sanofi Pasteur
e Wyeth.
