Antidepressivos aumentam em 15% o risco de desenvolver cataratas

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O uso de antidepressivos pode estar relacionado a um risco maior de se desenvolver cataratas. Segundo um estudo conduzido por investigadores da Universidade da Columbia Britânica, Vancouver Coastal Health Research Institute e Universidade McGill, doentes que usam inibidores selectivos de recaptação de serotonina (usados no tratamento de depressão, transtornos de ansiedade e personalidade) - também chamados de ISRS´s - têm pelo menos 15% mais probabilidade de apresentar o problema, avança o site Ciência Diária. Para o estudo, os investigadores analisaram um banco de dados com mais de 200 mil residentes do Quebec, Canadá. Embora tenha estabelecido uma relação entre a classe de antidepressivos ISRS´s e as cataratas, outras investigações ainda devem recolher informações adicionais para confirmar o resultado. Este trabalho, por exemplo, não observou tabagistas, e o fumo pode ser um factor de risco para o problema. Embora o estudo indique fortes evidências desta relação, a equipa de cientistas é categórica em dizer que, entre ter cataratas ou depressão, precisamos optar pelo tratamento da última - já que as consequências podem ser fatais, ao passo que uma catarata é tratável e relativamente benigna. O grau de risco varia de acordo com tipos específicos de ISRS´s. Tomar fluvoxamina conduziria a probabilidades 51% maiores de um doente necessitar de cirurgia para a catarata. Na venlafaxina, o risco é 34% maior. Nenhuma associação pode ser feita entre a fluoxetina, o citalopram e a sertralina e a catarata. Segundo os investigadores, o tempo para o desenvolvimento de cataratas durante o uso de ISRS´s foi de quase dois anos. Antidepressivos ISRS´s são a terceira classe de medicamentos mais prescritos no mundo, bloqueando a captação do neurotransmissor serotonina pelos neurónios do cérebro, estimulando os impulsos entre os neurónios. A catarata, uma turvação da lente do olho que geralmente ocorre em pessoas mais velhas, são rotineiramente tratadas com cirurgia.

Source: RCM Pharma
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