Os sinais podem ser percebidos pelos próprios pais. Hereditário, o glaucoma atinge 1 em cada 10 mil crianças no mundo
Olhos grandes, fotofobia (a criança tem aversão quando é exposta à luz solar), lacrimejamento, irritação, desconforto ocular e opacidade de córnea (esbranquiçada, perda de brilho), que levam ao fechamento das pálpebras.
Se o bebê tem algum desses sintomas, cuidado: melhor levá-lo para uma consulta com especialista. Esses são os sinais mais comuns do glaucoma congênito, mal que acomete 1 em cada 10 mil crianças nascidas no mundo e pode levar à cegueira, se não for tratado.
Quanto mais cedo ocorrer o diagnóstico, maiores são as chances de a criança não perder a visão. O tratamento indicado é a cirurgia. E o acompanhamento é regular e constante, pelo resto da vida.
Segundo o oftalmologista Décio Meneguin, médico do corpo clínico do Hospital CEMA, especializado em olhos, ouvidos, nariz e garganta, o glaucoma congênito é causado por uma mal formação dos ralos de drenagem do humor aquoso, um líquido que banha o olho internamente. Essa dificuldade em escoar o líquido leva ao aumento da pressão no interior do olho, causando, no decorrer do tempo, a destruição das fibras nervosas do nervo óptico.
Sua freqüência é de 50% a 70% menor do que o glaucoma dos adultos e, geralmente, o primeiro exame é feito ainda na maternidade.
Cerca de 60% dos casos são diagnosticados até seis meses de idade e 80% dentro do primeiro ano de vida. Acomete mais o sexo masculino (cerca de 65%) e é bilateral em 70% dos pacientes, explica o médico do Hospital CEMA.
Décio Meneguin reforça que a recuperação da criança com glaucoma congênito depende muito do diagnóstico precoce e da cirurgia imediata, daí a importância de os pais prestarem muita atenção às reações do bebê e conduzi-lo imediatamente a um oftalmologista, assim que perceberem os primeiros sintomas.
