Investigadores dos Estados Unidos informaram no “Archives de Ophthalmology”, de que os problemas visuais mais importantes em pessoas com mais de 40 anos custam á economia do país aproximadamente 35,4 milhões de dólares por ano. “Os transtornos de visão que afectam os adultos são um importante problema de saúde no pais e representam uma importante carga económica”, afirmou o Dr. David B. Rein, do RTI International, de Research Triangle Park (Carolina do Norte), director da equipa que realizou este estudo. “É um problema importante porque estas doenças afectam muitas pessoas e também porque são caras”.
À medida que a população envelhece, vão surgindo problemas visuais, cegueira e outras doenças oculares, entre elas a degeneração macular associada à idade (DMAI), cataratas, retinopatia diabética, glaucoma e erros refractivos. O estudo encontrou que os custos totais incluem não só medicamentos directos, como também a atenção ao domicílio. Além disso existem custos relacionados com a perda da produtividade quando as pessoas que têm problemas visuais não podem trabalhar ou ganham salários inferiores.
Neste estudo, foi avaliado o custo das doenças oculares em 2004. A equipa do Dr. Rein encontrou que os transtornos visuais importantes custam aproximadamente 16,2 mil milhões de dólares em custos médicos directos; 11,1 mil milhões em custos directos e 8 mil milhões em perdas de produtividade, o que faz um total anual de 35,4 mil milhões de dólares. Calcularam que o impacto anual sobre o pressuposto governamental é de 13,7 mil milhões de dólares.
Relativamente às doenças específicas, os custos médicos directos foram calculados em 6,8 mil milhões de dólares para as cataratas; 5,5 mil milhões para erros refractivos; 2,9 mil milhões para o glaucoma; 575 milhões para a DMAI e 493 milhões para a retinopatia diabética. Á medida que a população envelhece, cada vez mais pessoas se vêm afectadas por estas afecções. O Dr. Rein considera que é importante que as pessoas façam exames visuais regulares porque muitas destas doenças têm tratamento. “Podemos tratar as cataratas, o glaucoma e atrasar a progressão da DMAI”, assinalou.
